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Eis o "Vida Empresarial de Amarante"
Na sociedade actual, é bem visível que o trabalho dos profissionais de comunicação está sob um permanente escrutínio público. O facto de os cidadãos estarem mais despertos para os acontecimentos que os rodeiam; estarem muito mais informados; poderem dar a opinião sobre os temas tratados pelos Media e poderem até participar no processo de construção da notícia – o chamado “Jornalismo do Cidadão”, permite-lhes avaliar a actividade jornalística de uma forma mais atenta e crítica. Por isso, a criação de um jornal é, sem dúvida, um acto que envolve grande responsabilidade.
Trabalhar com informação implica, necessariamente, verdade, rigor, ética, isenção, justiça e objectividade. É precisamente com estes valores que o recém-criado Vida Empresarial de Amarante pretende orientar a sua acção.
Sem olhar a credos, religiões, ou cores partidárias, tem como missão acompanhar toda a actividade empresarial do concelho, que é já significativa, mas também tratar de temas socio-económicos relevantes, não só de âmbito regional, como também nacional. Atrair “massa crítica” para a cidade e ser um espaço livre de debate de ideias são, igualmente, aspectos ambicionados pelo jornal. Factores que, certamente, em muito podem contribuir para o desenvolvimento sadio de Amarante a nível social. De igual forma, pretende apresentar e aprofundar os problemas inerentes aos vários sectores, com particular incidência nos que têm maior representatividade em Amarante, como é o caso dos sectores da construção, madeiras, metalúrgica e metalomecânica, restauração, não esquecendo também o comércio que, sendo tradicional, tem vindo a atravessar uma fase crítica com o abrandamento no volume de negócios.
E por falar em abrandamento no volume de negócios, o ano de 2009 foi pródigo no que toca a problemas económicos, tendo o seu facto mais marcante sido o adensar da crise que já vivemos desde a falência, a 15 de Setembro de 2008, do banco Lehman Brothers, sedeado em Nova Iorque.
Com a crise mundial e com Portugal a viver a situação mais instável da sua recente história económica, parece haver consenso no que toca à classificação de 2009 como um “ano difícil”. Entre 4.450 processos de insolvência (mais 1.200 face ao período homólogo), situações de Lay-off e muitos despedimentos, o ano que terminou parece não deixar saudades aos portugueses. Também 2010 não se afigura mais animador, ainda assim, como disse o Economista Álvaro Santos Pereira, “é cada vez mais evidente que um dos ingredientes para sanar a crise passa, necessariamente, por uma maior aposta nas capacidades empreendedoras do País”. Daí que, seja essencial uma reflexão sobre a actual cultura empresarial portuguesa, a fim de se perceber o que poderá ser feito no sentido de se estimular uma cultura, cada vez mais, baseada no empreendedorismo, como forma de alavancar a tão desejada retoma económica nacional. Fica a sugestão…
Em 2009, foram muitos os empresários que, por fraqueza, por falta de ambição, iniciativa e, o mais grave, aproveitando-se até da desculpa da instabilidade financeira, não conseguiram contornar a crise e seguiram o caminho mais fácil: o dos despedimentos. Ainda assim, empresários houve que não baixaram os braços e que, de forma empreendedora, arriscaram e investiram, apostando na inovação e até no reforço da qualificação dos seus funcionários. Não esperaram resignadamente que alguém criasse condições para poderem continuar a trabalhar. Fizeram-no! É por eles que a existência de um projecto como o Vida Empresarial de Amarante faz todo o sentido.
Telma Pinto Ferreira
Directora
*Jornalista
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