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Oportunidades de Negócio e Investimento em Moçambique PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 20 Julho 2010 16:08

Debatidas Oportunidades de Negócio e Investimento em Moçambique

Economia emergente e estabilidade política de Moçambique abrem portas a empresas internacionais.

  

As oportunidades de negócio, no mercado moçambicano, estiveram em debate na Associação Empresarial de Amarante (AEA), no passado dia 21 de Junho, no decorrer do seminário intitulado “Oportunidades de Negócio e Investimento em Moçambique”, e que contou com a presença de cerca de trinta empresários de Amarante e alguns dos concelhos limítrofes.

Com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), deste ano, estimado em 6,5 (à semelhança do que tem sido verificado no que à sua evolução diz respeito, na última década), o país goza de “um ambiente favorável a Portugal”, pelo facto de existirem laços histórico-culturais e uma língua em comum”, salientou o conferencista Adolfo Rututo, Consultor no apoio à internacionalização das empresas portuguesas em Moçambique.

Na sua apresentação, Adolfo Rututo referiu outros factores também favoráveis ao investimento português no emergente mercado moçambicano, com destaque para “a modernização em curso neste país africano”, comprovada através da “nova lei do trabalho”, que estabelece a contratação de estrangeiros; as “reformas estruturais a nível Judicial”, assim como “a formação de quadros superiores e as reformas da administração pública”, que estão a amenizar “os obstáculos ao desenvolvimento do país”.

Além disso, o conferencista destacou, igualmente, “a estabilidade política e as práticas reconhecidas de boa governação moçambicanas”, que têm vindo a criar condições para um desenvolvimento sustentado, bem como para “o acolhimento de investimento estrangeiro”. Enumerou, ainda, um conjunto de factores para alavancar as oportunidades e que caracterizam o ambiente de negócios em Moçambique. Entre estes estão as “novas leis do trabalho”, os “benefícios fiscais e de câmbios”, assim como a “criação de duas Zonas Económicas exclusivas” e o desenvolvimento de projectos-âncora para o Turismo, que caracterizou como sendo um “tesouro de vem despontando” no seu país.

 

Acordos bilaterais

Para as empresas portuguesas, o consultor moçambicano salientou as vantagens de existir já um comércio bilateral em crescimento consistente, estando Portugal já entre os cinco maiores investidores naquele país. Além disso, lembrou a existência de um conjunto de acordos bilaterais, como a “protecção de investimentos, dupla tributação, cooperação e de linhas de financiamento” para comércio e investimento.

Este seminário, promovido pela AEA, teve como objectivo esclarecer potenciais investidores e estimular as empresas, sobretudo as PME, a apostar no mercado moçambicano, de forma a aumentar as suas relações comerciais. Este encontro teve como principal motivação o facto de Moçambique ser um exemplo claro de estabilidade social e política no continente africano, os quais contribuem para um ritmo de crescimento económico sustentado, que tem vindo a registar uma taxa média anual que ronda os oito por cento.

Esta sessão contou ainda com o testemunho de Alfredo Costa, Executivo Sénior de Vendas da Maersk Portugal – uma das principais companhias de navegação marítima do mundo, que caracterizou e expôs experiências empresariais no mercado dos diversos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com os quais trabalha.

 

Processos de Internacionalização

Como referiu o presidente da AEA, Luís Miguel Ribeiro, este e outros seminários que a Associação Empresarial tem vindo a realizar pretendem “esclarecer e auxiliar principalmente as pequenas e médias empresas (PME) nos processos de internacionalização”, uma vez que para estas, se existirem já conhecimentos prévios sobre o mercado em questão e as melhores formas de actuação, “os contactos com o exterior serão mais fáceis e futuramente mais proveitosos”.

A AEA tem estado empenhada em preparar conjuntamente com o Consultor no apoio à internacionalização das empresas portuguesas em Moçambique, a primeira missão empresarial a este país africano, com o objectivo de “dar oportunidades aos empresários amarantinos de conhecerem in loco as oportunidades de negócios”, como explicou Adolfo Rututo em entrevista ao Vida Empresarial (ver entrevista na página 7).

Ainda neste âmbito, a Direcção da AEA reuniu, na passada semana, em Lisboa, com o Embaixador de Moçambique para Portugal, Miguel Costa Mkaima, no sentido de preparar esta primeira missão empresarial “da melhor forma possível”.

Nos próximos dias, espera-se uma visita do Embaixador Miguel Mkaima a Amarante.  

 

 

 

 
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