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Associação Empresarial de Amarante oferece cadeiras de rodas à Cercimarante e à Associação Portuguesa de Deficientes

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Venda do doce de São Gonçalo, na “1ª Mostra de Vinho Verde e Tradições de Amarante”, em Julho passado, permitiu a compra de duas cadeiras de rodas.

 

A Associação Empresarial de Amarante (AEA) entregou, pelas mãos do seu presidente, Luís Miguel Ribeiro, duas cadeiras de rodas a instituições amarantinas, na passada sexta-feira. No caso, as instituições são a Cercimarante e a delegação amarantina da Associação Portuguesa de Deficientes (APD).

Numa tarde dedicada à solidariedade, foram oferecidas duas cadeiras de rodas, cuja compra resultou do valor conseguido com a venda do doce de São Gonçalo, com 21 metros, confeccionado pela Padaria e Pastelaria Pardal e vendido no decorrer da “1ª Mostra de Vinho Verde e Tradições de Amarante”, em Julho passado. Um evento organizado pela AEA, com o objectivo de defender e promover as artes e ofícios tradicionais e divulgar as potencialidades das freguesias do concelho, aliando estas características à gastronomia e ao vinho verde que se produz na região.

O presidente da Cercimarante, António Pinto Monteiro, mostrou-se “emocionado” com o gesto da AEA e frisou que, “numa altura difícil como a que estão a passar as Instituições, toda a ajuda é bem-vinda”. Salientou, ainda, que “as necessidades continuam a ser muitas”, mas que, com ajudas destas, o cuidado diário a todas as pessoas que dependem da Cercimarante, “torna-se menos difícil”.

Também a representante da delegação amarantina da APD, Cristina Costa, agradeceu à AEA este “gesto solidário”. “Esta cadeira de rodas vai permitir que as pessoas que auxiliamos tenham um pouco mais de conforto. É, realmente, um gesto muito nobre e generoso da AEA”, referiu.

Nas palavras do presidente da AEA este gesto vai de encontro ao “espírito de cooperação e solidariedade pelos quais a AEA quer reger o seu caminho e as suas acções para este novo ano”. Luís Miguel Ribeiro reconheceu e valorizou o trabalho feito por estas instituições que caracteriza como sendo “digno, notável e de uma importância ímpar”. O dirigente defende que “é este espírito de solidariedade que deve prevalecer entre todos” e que é, precisamente, nos períodos difíceis que as pessoas se mostram e se revelam. “Solidariedade não é compaixão, mas sim estarmos unidos uns com os outros, para nos ajudarmos no que for necessário”, concluiu.

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Tradicional doce de São Gonçalo solidário

De igual forma, o presidente da Coopertâmega, Pedro Catão Santos, um dos impulsionadores desta iniciativa, frisou a importância de ajudar as instituições de solidariedade amarantinas que “tanto têm feito” em prol de quem mais precisa. “Achamos por bem ajudar com o que pudermos estas instituições da nossa terra. Atravessamos tempos difíceis a muitos níveis, mas não podemos esquecer a solidariedade social”, reforçou.

O doce de São Gonçalo, que permitiu a compra destas duas cadeiras de rodas, foi umas das grandes atracções na primeira edição da Mostra de Vinho Verde e Tradições de Amarante, outrora designada por FAGA. O ‘Doce Fálico’, vulgarmente conhecido por ‘Doce de S. Gonçalo’, foi confeccionado no decorrer do certame, entre os dias 7 e 10 de Julho, no Parque do Ribeirinho, pela ‘Padaria e Pastelaria Pardal’. Filipe Soares, responsável pela confecção desta iguaria, mostrou-se “muito satisfeito” por ter participado nesta iniciativa. “É gratificante ter contribuído para este acto de solidariedade. Em meu nome e de toda a equipa da Padaria e Pastelaria Pardal queria agradecer a todos os que contribuíram ao comprar partes do doce e terem, por isso, possibilitado a compra destas duas cadeiras de rodas, fazendo valer todo o trabalho dedicado à confecção do doce fálico”, referiu.

Segundo Pedro Catão Santos, “cerca de 1000 pessoas” provaram este doce com tanta tradição. “Quisemos também promovê-lo, para que esta tradição não caia no esquecimento. E, para este ano, pretendemos bater um novo recorde na confecção deste doce fálico. Vamos ter algumas novidades”, avançou.

Para levar a cabo esta confecção, e de acordo com Filipe Soares, foram necessárias, aproximadamente, 10 a 12 horas de trabalho, a cargo de sete pessoas. Dos ingredientes utilizados constaram 70 quilos de açúcar grosso; 20 quilos de açúcar fino; 1080 ovos (90 dúzias) e 50 quilos de farinha.

O ‘Doce de S. Gonçalo’ é, habitualmente, feito num tamanho bastante reduzido, pelo que, com esta iniciativa se pretendeu bater o recorde do maior doce já mais confeccionado. Aliada a este recorde esteve também a solidariedade.

(Fotografias: José Carvalho)

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