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Amarante não é um concelho inseguro PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Segunda, 14 Junho 2010 10:23

Capitão Pedro Teixeira, Comandante do Destacamento Territorial nº4, da GNR de Amarante,

“Amarante não é um concelho inseguro”

 

 

Segurança dos comerciantes debatida em sessão de esclarecimento.

Conferência intitulada de “Comércio Seguro” serviu para esclarecer dúvidas e mostrar o que deve, ou não, ser feito em caso de assalto.

 

 

 

“Julgo que Amarante não é um concelho inseguro. Aliás, do distrito do Porto é um dos mais seguros”, revelou o Comandante do Destacamento Territorial nº4, da GNR de Amarante, Capitão Pedro Teixeira, durante a conferência relativa à segurança no comércio, promovida pela Associação Empresarial de Amarante (AEA), no passado dia 27 de Maio, pelas 21 horas.

Com o objectivo de dar a conhecer, e em alguns casos relembrar, aos comerciantes algumas técnicas e procedimentos para evitar, ou minorar, o efeito dos assaltos, a AEA realizou, em colaboração com a GNR, esta acção de esclarecimento do Programa “Comércio Seguro”, integrada no Policiamento de Proximidade, desenvolvido com o intuito de acompanhar e proteger a população de forma mais próxima. “Para nós, estas acções são sempre importantes. Vimos divulgar não só o nosso trabalho, mas também pedir-vos humildemente a vossa ajuda”, referiu aos comerciantes presentes o Capitão Pedro Teixeira. “Tentamos manter aqui um policiamento mais visível. Amarante vive muito do turismo e, por isso, também queremos contribuir para que os turistas continuem a vir à nossa cidade”, garantiu.

Para além do Capitão Pedro Teixeira, a apresentação foi também feita por um dos rostos visíveis do programa “Comércio Seguro” - Cabo Ferreira, que explicou em que consiste este programa e como funciona: “É uma iniciativa do ministério da administração interna que tem por objectivo desenvolver condições acrescidas de protecção e segurança aos comerciantes, bem como a prevenção dos ilícitos criminais de que são vítimas os cidadãos que circulam nas áreas comerciais e o desenvolvimento de acções de sensibilização junto dos comerciantes”.

Este programa funciona através do reforço de policiamento das zonas comerciais, do contacto diário com os comerciantes, mas também pela adopção de medidas se segurança.

Relativamente às medidas se segurança, e a título de exemplo, os lojistas deverão ter “boas fechaduras e grades nas montras e portas dos estabelecimentos comerciais; evitar exibir produtos ou artigos de grande valor nas montras exteriores; instalar um avisador de entradas e saídas; instalar um sistema de vídeo, com câmaras visíveis, devidamente assinaladas, para gravação de imagem; fazer os depósitos bancários dos valores e das receitas da caixa com frequência e em horas diferentes; colocar espelhos normais e convexos, colocados estrategicamente nas paredes e tecto; retirar, sistematicamente, da caixa as notas maiores, guardando-as num local mais seguro, ou ainda evitar ruas com pouco movimento quando forem fazer depósitos no banco”.

 

Em caso de assalto o que fazer?

Durante um assalto, a forma de agir do lojista pode fazer toda a diferença. Por isso, a GNR alertou os comerciantes para que “se mantenham o mais calmos possível e que considerem a própria integridade física e dos seus empregados como primeira prioridade”. Além disso, “apenas resistir ao assaltante se a vida do comerciante for colocada em perigo”. A observação do(s) assaltante(s) deverá ser uma prioridade, uma vez que a “descrição pormenorizada” do(s) mesmo(s) poderá ajudar na posterior captura. Assim que o assaltante sair, “a GNR deverá ser alertada imediatamente”, pelo que deverá existir “o máximo de cuidado em não destruir eventuais provas, não mexendo, nem deixando mexer em nada que os assaltantes tenham ou possam ter tocado”. no caso do estabelecimento comercial dispor de um sistema de alarme, este só deverá ser accionado “se não trouxer riscos para o lojista”. Como conselho final, a GNR voltou a frisar que “a observação do assaltante é fundamental”, e que deve ser feita tentando “notar a direcção que o mesmo possa utilizar, bem como a matrícula do veículo (no caso de existir), mas sem se expor”.

 

Depois do assalto o que fazer?

Após a pouco desejada “visita dos amigos do alheio”, as forças de segurança aconselham à “imediata participação da ocorrência às autoridades”; ao facto dos comerciantes “não mexerem em nada dentro do estabelecimento assaltado e pedirem a colaboração de testemunhas; fecharem provisoriamente as instalações até as autoridades terminarem o trabalho”; mas também “contarem exactamente, e apenas, aquilo que viram, usando de rigor nas suas declarações”. Para além das forças policiais, “o roubo deverá ser também participado à respectiva companhia de seguros”.

 

“Penso que saímos daqui com um maior sentimento de segurança”

Satisfeito com a forte adesão dos comerciantes a esta iniciativa ficou o presidente da AEA, Luís Miguel Ribeiro. “Agradeço muito a presença de todos. Esperemos que esta sessão de esclarecimento se traduza no programa “Comércio Seguro”, e que funcione como um incentivo ao trabalho dos comerciantes, principalmente numa fase de crise como a que atravessamos. É importante que sintamos que temos alguém do nosso lado disposto a ajudar-nos, para que a nossa actividade não seja ainda mais difícil”, mencionou.

“Penso que saímos todos daqui com um maior sentimento de segurança”, concluiu Luís Miguel Ribeiro.

 

   

 
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