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Incubadora do Tâmega inicia actividade em Janeiro de 2012

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O novo ano que se aproxima trará novidades no que à actividade empresarial diz respeito. Em Janeiro de 2012, a incubadora de empresas de base tecnológica do Tâmega, em Amarante, irá iniciar a sua actividade e as previsões, nos próximos três anos, apontam para a criação de cerca de 70 novas empresas com perfil tecnológico, como referiu o presidente do Instituto Empresarial do Tâmega (IET), Carlos Costa, na tentativa de contrariar a perda de actividade e emprego registada nesta região.

Ainda de acordo com este responsável pela entidade que vai gerir a incubadora, as instalações definitivas, e toda a estrutura, deverão estar operacionais, em Julho de 2012, nas instalações da antiga Tabopan, que serão prontamente requalificadas.

Assim, em Janeiro, numa fase experimental, irá arrancar a incubação de duas empresas, em instalações provisórias.

O contrato de financiamento comunitário para a construção e instalação desta incubadora promovida pelo IET foi rubricado, no passado dia 30 de Novembro, no Salão Nobre do edifício dos Paços do Concelho de Amarante, pelo vogal executivo da Comissão Directiva do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2), Mário Rui Silva; por Carlos Costa e Luís Miguel Ribeiro, em representação do IET.

 

Incubadora aberta a novos projectos

Como explicou Carlos Costa, de forma prioritária, a incubadora de empresas estará aberta a projectos empresariais apresentados por jovens de cursos profissionais com o nível do 12.º ano, ou quadros superiores dos concelhos de Amarante, Marco de Canaveses, Baião e Celorico de Basto.

O presidente do IET reforçou que o projecto “visa contribuir para o desenvolvimento económico e social” do Tâmega, “rejuvenescendo e diversificando o tecido empresarial e aumentando o emprego”. Acrescentou que se “pretende alojar empresas, em várias áreas de conhecimento, com base tecnológica, incluindo industriais”.

Nesta estrutura, serão disponibilizados 62 módulos determinados à incubação e maturação empresarial, 13 dos quais para actividades industriais, especificamente. A existência de um centro de negócios com espaços de partilha, salas de reuniões e de formação, serviços tecnológicos, sala de vídeo-conferência e auditório está também prevista.

Também o presidente da Associação Empresarial de Amarante, Luís Miguel Ribeiro, frisou que este projecto prevê não só o apoio à criação de novas empresas, como também ao tecido empresarial já existente, auxiliando-o na modernização tecnológica. “É um projecto que não pretende concorrer com as entidades instaladas, mas em parceria potenciar o trabalho de todos em prol do tecido empresarial da região. É assente no princípio que o trabalho em parceria resulta melhor”.

 

Forte ligação às Universidades

Como já havia sido revelado, terá uma “forte ligação” a entidades do ensino superior, como a Universidade do Porto e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, uma vez que no quadro previsto para o projecto consta também a componente de formação e qualificação de empresários e quadros superiores das futuras empresas, em articulação com as universidades que são parceiras neste projecto, mas também dos centros de formação profissional existentes no Tâmega e Sousa, nas áreas do calçado, mobiliário e metalomecânica.

“É no respeito mútuo, entre empresários com experiencia das áreas de actividade que desenvolvem e com as universidades que produzem conhecimento, que estará, certamente, o ponto de encontro para a criação de mais-valias na actividade de ambos”, apontou Luís Miguel Ribeiro, e acrescenta: “As empresas precisam daqueles que, através da investigação, desenvolvem novas formas de produção e novos produtos, como as Universidades precisam das empresas para que o conhecimento produzido seja aplicado e, assim, contribua para a produção de mais-valias. A modernização tecnológica é, hoje, uma necessidade e um desafio permanente para todos. O mercado é global e, por isso, cada vez mais só há lugar para produtos que se diferenciem dos da concorrência. Este é o desafio diário das empresas, para o qual este projecto pretende ser um contributo”.

A aposta na formação e na qualificação dos empresários e quadros superiores será, então, uma forte aposta do IET.

“A formação será cada vez mais um factor de enorme importância nas nossas empresas. As empresas portuguesas só se conseguirão afirmar, neste mercado global, pela qualidade dos seus produtos. Mas, para produzir com qualidade, é necessário ter recursos humanos qualificados. E, para isso, é fundamental desenvolver formação adequada às necessidades de cada empresa”, acrescentou o presidente da AEA, que acredita que, “é no trabalho em conjunto que estará o sucesso deste projecto e de todas as instituições envolvidas, para um novo caminho, adequado aos desafios do presente e, certamente, fundamental para o desenvolvimento económico e social de Amarante e da região”.

Por acreditar que “este é o melhor caminho que melhor serve as empresas”, garantiu que a AEA “se empenhou e continuará a emprenhar” neste projecto.

“As instituições e as pessoas envolvidas são a melhor garantia para o seu sucesso”, concluiu.

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